Cachaça – Qualidade e Mercado
De 13 a 16 de abril, vai ocorrer a 9ª Semana Internacional Brasil Alimenta – 2010 que é a maior festa do setor vitinícola da America Latina, integrando o calendário internacional com destaque pela Vinotech.
O evento irá acontecer no Parque de Eventos de Bento Gonçalves-RS, e a cachaça vai ser alvo de debates logo no primeiro dia, com o tema: “Cachaça – Qualidade e Mercado”.
O Congresso deverá contar com debates e palestras sobre assuntos diversos do setor, que em todo o Brasil já conta com mais de 40 mil produtores. Segundo o Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça), o setor é responsável por 600 mil empregos diretos e indiretos. Sendo que o Brasil tem a capacidade de produzir 1,2 bilhões de litros.
Cerca de 250 produtores da cachaça no Brasil deverão prestigiar o Evento.
Semana Internacional Brasil Alimenta 2010
13 a 16 de abril de 2010
Local: Parque de Eventos de Bento Gonçalves
Horário: das 14h às 21h
Fonte: GAZETA de Bento Gonçalves – RS e ABE (Associação Brasileira de Enologia)
Cachaça Alagoana
Para introduzir esse post, nada melhor do citar que Alagoas é o berço da serra da Barriga que abrigou Palmares. Lembro isso, para parabenizar o Brasil, pelo feriado de 20 de novembro do “Dia da Consciência Negra”. Esse feriado homenageia justamente Zumbi que foi um dos líderes do Quilombo de Palmares, que até hoje é o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão.
O Governo de nossa querida Alagoas, realizou junto a algumas instituições do setor produtivo da “marvada”, nesta última semana, um estudo sobre a implantação de um programa de fomento para a produção da cachaça tipicamente alagoana.
As ações estão sendo realizadas em sua maioria pelo esforço de seis fabricantes e seus parceiros, que apresentaram dados iniciais do setor em Alagoas. Foi discutida a importância histórica e cultural que o setor sucroalcooleiro tem no estado alagoano em suas tradições. Consideram importante o resgate da produção da cachaça, e sua conseqüente geração de emprego e renda, que serão o resultado da busca de um ambiente propício à comercialização e valorização de produtos genuinamente alagoanos.
Parcerias com o SEBRAE, Secretaria de Estado da Fazenda, e Federação das Indústrias de Alagoas foram firmadas, para a execução das propostas que serão realizadas após uma análise das ações e elaboração do programa.
Fonte: Alagoas em tempo real
V – Festa do Peixe e da Cachaça
A Rua do Porto em Piracicaba/SP encontra-se em festa mesmo antes do evento começar. Não poderia ser de modo diferente, pois a Setur (Secretaria Municipal de Turismo), está concluindo os preparativos para a V – Festa do Peixe e da Cachaça de Piracicaba. A Festa que começa hoje e vai até domingo, espera até 15 mil pessoas em seus três dias.
Participam diversos produtores de cachaça da região e muitos restaurantes da Rua do Porto, contando com diversas barracas de cachaça, doces, guloseimas e brinquedos para as crianças.
Os restaurantes apresentarão aos visitantes pratos tradicionais da cidade a base de peixe, procurando atingir diferentes classes sociais, e a degustação de cachaças de alambique, bidestiladas e orgânicas prometem ser o ponto alto para os amantes da ‘marvada’.
A festa também contará com shows musicais em diferentes ritmos.
V – Festa do Peixe e da Cachaça
13 de novembro/09 (18h às 23h)
14 de novembro/09 (10h às 23h)
15 de novembro/09 (10h às 20h)
Acontece na Rua do Porto no entorno do Casarão do Turismo – Piracicaba/SP
Fonte: GAZETA DE PIRACICABA – 13/11/09
13ª Expocachaça 2010
Enquanto a ABIA (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) divulga dados discretamente positivos de sua pesquisa conjuntural no setor de alimentos e bebidas que apresentou crescimento de vendas (5,97%) e de volume de produção (4,60%), alcançado uma expansão de (1,81%) em doze meses, a EXPOCACHAÇA já tem data marcada e está promovendo cadastro para reserva de estandes dos fabricantes da “marvada”.
A EXPOCACHAÇA que faz parte da grande exposição SUPERAGRO, que atualmente é a maior feira de agronegócios que acontece anualmente em Minas Gerais, e que abriga também a EXPOVET MINAS, e a EXPOSIÇÃO ESTADUAL AGROPECUÁRIA, ancora a feira à convite do Governo de Minas gerando uma visibilidade maior ao evento de mais de 100 mil visitantes e movimentando cerca de 60 milhões de reais em negócios. De longe é o mais envolvente espaço para divulgação de marcas, máquinas e equipamentos do setor de bebidas destiladas.
Em um mix de feira e evento, a EXPOCACHAÇA entretêm o público mas também oferece palestras técnicas e lançamentos do setor. Entretenimento é um diferencial no evento, fazendo com que cada stand torne-se um parque de diversões. Desde o primeiro evento ocorrem intervenções culturais junto aos visitantes contando histórias dos cinco séculos que a cachaça esta presente em nosso país. A degustação é o ponto alto, não faltando opções. Só em 2009 foram produtores de onze estados brasileiros.
O Museu da Cachaça também disponibiliza um enorme acervo para visitação pública, enriquecendo a cultura do visitante com uma coleção de rótulos antigos de cachaças tipicamente brasileiras.
Na EXPOCACHAÇA acontecem misturas interessantes como a da “música sertaneja e a cachaça” ou o “sorvete de cachaça”, que também marcaram presença no evento de 2009. Os visitantes ainda podem votar na melhor cachaça da feira, os estandes que mais chamaram a atenção e nas melhores embalagens.
A 13ª EXPOCACHAÇA irá acontecer de 28 de maio a 2 de junho de 2010, e já abriu inscrições de reserva de estandes no endereço http://www.expocachaca.com.br
Rivalidades à parte, cachaça almeja ser mais do que caipirinha no exterior
Cachaça da boa mesmo é produzida em quase todo o Brasil. E outra boa notícia: São Paulo produz algumas das melhores cachaças já há algum tempo, superando inclusive as badaladas pingas mineiras. No 1º Concurso da Cachaça, realizado durante o 5º Brazilian Meeting on Chemistry of Food and Beverages, em 2004, em São Carlos, a 232 km de São Paulo, a vencedora na categoria “cachaça envelhecida” foi a Cachaça do Rei, de Capivari, a 137 km de São Paulo. Na categoria ‘descansada’, outra paulista: a Cachaça Campanari.
Nas 2ª e 3ª edições do concurso, realizados em 2006 (em São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo) e 2008 (em Lorena, a 198 km de São Paulo), novas vitórias de cachaças paulistas na categoria envelhecida, ambas produzidas pelo Alambique Santa Elisa, de Patrocínio Paulista, a 412 km de São Paulo. Em 2006, a ganhadora foi a Elisa Premium. E, em 2008, a Elisa Extra Premium.
A diferença entre a cachaça envelhecida e descansada é o tempo de conservação de cada uma em tonéis de madeira. Depois do processo de destilação, a cachaça ‘descansa’ por 60 dias em tonéis para que as substâncias – mais de 300, segundo os especialistas – decorrentes da fermentação da garapa assentem. Já a envelhecida, conforme norma estabelecida pelo Ministério da Agricultura, tem de ficar no mínimo um ano em tonel de madeira (carvalho, amburana, amendoizeiro etc.) de no máximo 700 litros.
“É um grande mito apontar as cachaças de Minas como as melhores do Brasil. Há cachaças muito boas em São Paulo e muito ruins em Minas e vice-versa. Há cachaças boas na Bahia, Paraná e outros estados. A questão é que o marketing de Minas Gerais saiu na frente”, afirmou Douglas Wagner Franco, professor do Instituto de Química de São Carlos e um dos organizadores do concurso bienal da cachaça.
As diferenças nos sabores da cachaça são possíveis devido aos diferentes tipos de levedura utilizadas na fermentação e ao processo de envelhecimento nos tonéis de madeira. A Cachaça do Rei, por exemplo, depois de um ano ‘descansando’ em tonéis de carvalho de 200 litros, fica mais um ano em tonéis de carvalho de 7.000 litros, mas com tampas de madeira de amburana.
“A madeira da amburana deixa o gosto da cachaça doce, enquanto que o carvalho ‘seca’. Então, há um equilíbrio. Além disso, utilizo um fermento ‘caipira’, totalmente natural, que está na natureza. O resultado é uma cachaça de sabores primários bem acentuados”, explicou o agrônomo e proprietário de alambique Reinaldo Annicchino.
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Cachaça Elisa fica até quatro anos em tonéis de carvalho de 200 litros (Foto: Divulgação)
As cachaças Elisa Premium e Elisa Extra Premium, por sua vez, ‘descansa’ por até quatro anos em tonéis de carvalho de 200 litros, segundo o proprietário do Alambique Santa Elisa, Christian Johnson. A produção do alambique teve início em 1996. “Desde o início, foi meu pai (Bruce Johnson) quem idealizou e se empenhou para produzir uma cachaça de alta qualidade”, disse Christian.
E por que são as cachaças mineiras que levam a fama? Para os dois produtores, os mineiros, em termos de marketing, saíram na frente de 10 a 15 anos na frente para divulgar a cachaça do estado. “Eles montaram uma associação de produtores e começaram uma estratégia de marketing bem antes dos paulistas. Isso pegou no país inteiro”, reconheceu Christian.

Reinaldo Annicchino, dono do alambique que produz cachaça premiada, expõe a bebida em feira no Anhembi, na Zona Norte (Foto: Marcelo Mora/G1)
Às vésperas de a cachaça ser reconhecida como um produto legítimo do Brasil pelos Estados Unidos, a qualidade da bebida é o ponto central que vem sendo discutido pelos produtores e especialistas. A produção anual no país é de 1,2 bilhão de litros e existem cerca de 30 mil produtores envolvidos no setor, segundo estimativa da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça. Cerca de 46% deste total é produzido em São Paulo.
A ressalva a ser feita é que apenas uma pequena parte desta produção pode ser considerada de qualidade. “Tem a qualidade e tem o mercado. São coisas diferentes”, enfatiza o professor Douglas Franco. Ou seja, o consumidor que quiser apreciar uma boa cachaça tem de deixar de lado as que são oferecidas nos balcões dos bares ou as que estão expostas nas gôndolas dos supermercados.
Segundo José Batista de Almeida e Silva, professor de tecnologia de bebidas da engenharia de bioquímica da Universidade de São Paulo (USP) de Lorena, é possível produzir cachaça com fermento de padaria e consumi-la em dois dias. “A questão, no entanto, é a qualidade. As de boteco, por exemplo, não são nem envelhecidas. Não tem qualidade alguma. Para produzir uma cachaça artesanal de qualidade, é preciso uma série de cuidados, como a escolha da levedura, da madeira e outros itens”, garantiu.
Devido a isso, a cachaça acaba virando alvo de preconceito, segundo os produtores. “O pessoal enche a boca para dizer que toma uísque, mas que não toma cachaça. Uísque se não for envelhecido os oito anos é muito ruim. Uma cachaça de boa qualidade é tão saborosa quanto um uísque”, defendeu Christian.
Por isso, o reconhecimento dos Estados Unidos, previsto para o primeiro semestre de 2010, de acordo com a câmara setorial, seria fundamental para a cachaça ganhar status de bebida de qualidade, na visão dos produtores. “Quando eu exportava para os Estados Unidos, antes da crise, as garrafas tinham que ir com a etiqueta embaixo com os dizeres braziliam rum (rum brasileiro), mas não se trata de rum. São bebidas diferentes”, relatou Christian.
A expectativa de Reinaldo Annicchino, inclusive, é que a taxação para exportar a cachaça para os Estados Unidos caia. Para eles, o mais importante seria, no entanto, que a cachaça deixasse de ser conhecida no exterior apenas como uma bebida que serve para fazer caipirinha e virasse uma marca reconhecida, com identidade própria, como o uísque da Escócia, a vodka da Polônia e o rum do Caribe.
“Cachaça é a aguardente de cana do Brasil. Viraria uma marca regional. Deve contribuir bastante para aumentar o consumo da bebida em todo o mundo”, acredita o professor José Batista.
Fonte: O Portal de Notícias da Globo – G1
Cachaça e o público feminino
Foi-se o tempo da cachaça sinônimo de homem andando caindo de um lado pro outro em busca de um muro para apoiar.
Com a produção cada vez mais detalhista, a cachaça brasileira muda o conceito para atingir apreciadores de bebidas. A variedade de sabores para agradar todo tipo de paladar pede um gole a mais na hora de desenvolver o produto.
O público, mais exigente, quer saborear novidades, ter preferências e nunca abrir mão de experimentar. Podemos comparar até com bebidas com imagens mais sofisticadas como o vinho e o uísque, porém a cachaça usa diversos tipos de madeira para ser armazenada. Enquanto os outros destilados usam somente o carvalho, a cachaça usa madeiras diferentes para aprimorar sabores e aroma.
A diversidade naturalmente chama a atenção de diferentes públicos e classes sociais. O fenômeno da cachaça chega à mesa de bares sofisticados e agrada até mesmo o paladar feminino. As cachaças artesanais estão fazendo parte dos encontros da mulherada, que deixam bem claro: beber não, degustar!
Outra vertente que vem tendo esforços do IBRAC (Instituto da Cachaça) é classificar as cachaças brasileiras com “pedigree”. Assim como uísque escocês e a famoso champanhe francês, os produtores brasileiros querem mais reconhecimento da cachaça brasileira, já que o Brasil é o único país a produzi-la. Nos Estados Unidos, por exemplo, os destilados da cana são considerados rum, não importa como foi produzido e nem de onde venha. Por isso é necessária uma política de posicionamento da cachaça brasileira. Deixá-la tão famosa quanto os destilados mais famosos do mundo é levar a qualidade do Brasil para o conhecimento de milhares de degustadores espalhados pelo planeta.
Para se ter noção da importância da nossa cachaça, basta observar as inúmeras vantagens que temos quando ao saborearmos. Uma delas é degustá-las puramente – geralmente as amarelas para se sentir o gosto puro e refinado que elas trazem – já as mais claras nos permitem apreciar vários drinks, tendo com um dos principais a caipirinha, que é a mistura de limão, gelo e açúcar que faz muito sucesso ainda mais acompanhado de uma bela feijoada, tudo tipicamente “brazuca”!
Se as mulheres, as mais exigentes degustadoras de etílicos, aprovam a diversidade de sabores da cachaça brasileira, com certeza nossos barris, em diversas madeiras, poderão atravessar os oceanos e fazer muito sucesso lá fora. Aqui já é garantido!
Sobre a Cachaça do Rei
Dando continuidade da produção realizada na Fazenda Santa Cruz, ou Indústria e Comércio de Bebidas Annicchino Ltda – Me, fundada há 10 anos, a Cachaça do Rei ainda utiliza o mesmo alambique que era usado na década de 30 para produzir o chamado “fermento caipira”, no qual usava-se apenas fubá mimoso e farelo de arroz para alimentar o fermento que vem da própria cana colhida crua.
Dentro do ambiente globalizado atual, a Cachaça do Rei busca sempre novos conhecimentos para elevar ainda mais suas qualidades, mantendo o padrão e incorporando as novas tecnologias para estarem aptos para o mercado internacional, como uma bebida artesanal, que não usa conservantes químicos, mantendo sempre a pureza de seus ingredientes. Dessa forma, proporciona a seus apreciadores o sabor da verdadeira cachaça, assim como era produzida há mais de um século.
Estando entre os maiores destaques paulistas, a Cachaça do Rei detém a medalha de ouro, recebida em concurso de análise química e sensorial promovida por profissionais da Universidade de São Paulo (USP) durante o V Brazilian Meeting Chemistry of Food and Beverages, elevando sua qualidade às melhores cachaças do país.
A Cachaça do Rei é comercializada também em países como os Estados Unidos, Alemanha e Japão, refletindo a crescente expansão da cachaça no mercado internacional.
Jhonathan Barreto
Redator
jhonathan.barreto@kmaintegrada.com
KMA Marketing Integrado
21 de Maio – Dia Nacional da Cachaça
Ao lado de São Paulo, Pernambuco, Ceará, Bahia e Minas Gerais, o Rio está entre os estados que mais apreciam a cachaça, bebida cujo dia nacional se comemora hoje, no Brasil. O mercado interno é tão bom que, mesmo com uma capacidade de produção de 1,2 bilhão de litros, menos de 1% da cachaça produzida anualmente no país é exportada. Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça, há no Brasil quatro mil marcas da “caninha”, excluindo-se as de fabricação caseira, distribuídas por 40 mil produtores.
Sobre a origem do termo cachaça, há muitas explicações. Uma delas diz que tudo começou com o vocábulo ibérico cachaza, que nomeava um tipo de vinho barato muito consumido em Portugal e na Espanha. Outra hipótese é que a palavra designava a fêmea do cachaço, um porco selvagem cujas carnes duras eram amaciadas com a aguardente.
Quem acha que beber pinga é só dar aquela golada e bater o copo na mesa está enganado. Assim como o vinho, a cachaça possui todo um ritual, confira:
Recomenda-se, para degustação, um cálice branco, liso e de boca larga.
Antes de beber, é preciso sentir o buquê da pinga, cheirando profundamente e sentindo um aroma agradável.
A exalação não pode arder nos olhos.
A cachaça deve ficar por alguns segundos na boca. Uma boa cachaça apresenta quatro sabores – adocicado, ácido, amargo e salgado
A cachaça não pode queimar profundamente mas sim de uma forma agradável.
Mesmo sem provar a cachaça é possível descobrir se ela é de boa ou má qualidade:
A oleosidade da cachaça pode ser examinada virando e girando o copo de modo a levar o líquido até as suas bordas.
Fazendo isso, verifica-se uma película oleosa em torno das paredes internas, que escorre formando ondulações.
A baixa velocidade é indicação de qualidade.
A cor da cachaça é outro aspecto importante a ser notado. As boas cachaças são transparentes e brilhantes.
Quando envelhecidas ou descansadas em tonel de madeira podem ser amarelas ou rosadas.
O aroma da cachaça não pode agredir o olfato. Bebidas que exalam cheiro desagradável ou que o odor chega a irritar os olhos.
A verdadeira cachaça artesanal deve ser agradável ao paladar.
Sua acidez é comprovada nas laterais da língua e o paladar adocicado na ponta da língua.
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